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O crer irresponsável
Crer, como ato que dispense o compromisso de buscar a verdade, é uma ação passiva que deixa de justificar a existência. O Homem, renunciando ao uso das potencialidades advindas da evolução de sua espécie, perde sentido como ser. Quando a humanidade decide-se por crer no que acontece a partir de um sentimento de fé absoluta, dispensando conhecimento prévio ou demonstração, pratica uma irresponsabilidade perante ela mesma, pois se condena a não buscar uma razão para as coisas e, ao mesmo tempo, aceitar como verdade o que alguém lhe impinge. Se Deus quisesse que o Homem apenas cresse, ter-lhe-ia traçado um cérebro diferente, sem atribuir-lhe a função de pensar. O paradoxo presente nos que creem sem ressalvas é aceitar a Deus de forma absoluta e, ao mesmo tempo, renunciar às potencialidades que Ele teria colocado em sua obra.
Edson Monteiro, em O Sorriso da Razão. Editora Letra Capital
Liberdade e coerência
Meus estudos, experiências, pensamentos e intuição têm me levado a crer que pessoas maduras e coerentes, ao serem analisadas com base no comportamento comum, são caretas. Penso que, quando o assunto é individualidade, bem estar do indivíduo, não existem decisões coerentes sem a ausência de qualquer tipo de coerção externa ou interior. As pessoas que conhecem esse tipo de liberdade decisória deixam de considerar tanto a febre mercantil da moda quanto o moralmente proibido como excitantes e se voltam para as descobertas de suas necessidades essenciais. Dessa forma, indiferentes às imposições culturais fúteis, excluem-se da corrida consumista coletiva, na maioria das esferas, e tornam-se, aparente e paradoxalmente, anacrônicas.
De forma alguma estão imunes aos impulsos vaidosos, mas, esforçam-se pela consciência e atenção às suas escolhas. Assim, quando cedem ao ego, não existe culpa; só existem escolhas conscientes. Trata-se de postura fundamental para a paz interior, o que não passa de coerência.
De um modo geral e na maioria das vezes, a liberdade é careta e preza pela discrição. Só quem a tem e a sente sabe disso.
Obs: ter liberdade é diferente de senti-la. Morar sozinho é tê-la; senti-la é não abrir mão da decisão solitária.Cesar Machado
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Artigos publicados
- 34. Casar-se e ter um casamento são coisas distintas
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- 31. Traição
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- 29. Sexo e vaidade
- 28. Uma releitura do poliamor
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- 26. A razão e suas escolhas
- 25. A traição feminina
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- 22. Conversa de botequim: dois processos de separação
- 21. É pouco mas é seguro – o casamento e o emprego público
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- 19. Repensando verdades
- 18. Lidando com a impotência
- 17. Roberto Freire em “Ame e dê Vexame”
- 16. Amor, liberdade, sexo e promiscuidade
- 15. A herança da culpa
- 14. Entendendo as mulheres
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- 12. Separação verdadeira x separação romântica
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- 10. Acreditar e convencer para ser aceita
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Assunto: Ciúme e traição
32. Relação aberta
Após considerações sobre o ciúme e a traição, achei pertinente conversarmos sobre a polêmica relação aberta. Ao se digitar esta expressão nos mecanismos de busca da Internet, aparecem inúmeras matérias sobre o assunto, desde artigos avaliativos a relatos pessoais. Não … Ler mais…
31. Traição
Abordado o tema ciúme, vamos falar sobre o fato, sua possibilidade ou a mera imaginação da ação que o provoca: a traição. Para tal, precisamos lançar mão dos já explicados conceitos de lealdade e de fidelidade e precisarei ser repetitivo, … Ler mais…
30. Ciúme
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22. Conversa de botequim: dois processos de separação
Após meses sem postar um artigo, durante este final de semana participei de uma conversa com dois amigos que, em meu julgamento, mereceu ser registrada. Para preservar suas privacidades, chamá-los-ei, aqui, de Patrícia e Fernando. Chamarei os respectivos marido e … Ler mais…
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Provavelmente, quando você leu o título, deve ter imaginado que eu falaria sobre a dificuldade masculina de conseguir a ereção. Assim como a frigidez feminina, vaginismo ou pouco prazer nos atos sexuais, tenho as minhas convicções acerca das causas desses … Ler mais…
16. Amor, liberdade, sexo e promiscuidade
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