De um modo geral, pode-se afirmar que, nos meios de comunicação, são raras as fontes sérias de reflexões e debates sobre o processo de individuação, melhores formas de nos relacionarmos com o mundo e acerca de outros temas que, de fato, interessam ao ser humano questionador e desejoso de evolução interior.
Em minha opinião, evoluir nada mais é do que “lembrar” quem somos. Gosto muito dessa expressão: lembrar quem somos. Ou seja: despirmo-nos o máximo possível dos diversos trajes culturais fantasiosos a fim de nos aproximarmos mais de nossas essências, aprendermos a discernir o que nosso EU deseja daquilo que a cultura nos impõe, definir o que nos transmite um verdadeiro bem estar. No decorrer desse processo, surpreendentemente, passamos a perceber que poucas coisas que fazemos e pensamos fazem parte do conjunto de necessidades que precisam ser atendidas para que tenhamos o que um ser humano minimamente maduro anseia: paz.
Por que somos tão irresponsáveis e antiéticos em nossas escolhas, causando sofrimentos a nós mesmos e, de forma desleal, a quem hoje afirmamos ou um dia dissemos amar? Por que sofremos tanto com os relacionamentos em geral, sejam eles amorosos, familiares ou entre amigos? Por que esperamos tanto das pessoas e nos colocamos como vítimas, injustiçados e incompreendidos, como se fôssemos o único ser do mundo que sabe a forma correta de se relacionar e de amar? Boa parte das pessoas afirma que a vida é dura, triste, cruel, etc. Outros pertencem à uma facção que não concorda tanto com essa afirmação, pois distraem suas tristezas e desencontros interiores com as mais diversas fugas: religião, sexo, drogas, trabalho, poder, dinheiro, inúmeros entretenimentos, banalidades estéticas, etc. Por que fazemos isso?
Acredito ser possível dizer que, de alguma forma, pessoas interessadas em refletir sobre esses temas sintam-se ilhadas: ambulantes ideias discordantes e que incomodam rodeadas de repetitivas e conformadas futilidades, com nenhuma ou poucas oportunidades de trocas. Escassos livros e programações de canais de comunicação escolhidos a dedo acabam se tornando os melhores companheiros de muitos. Baladas e eventos sociais começam a se tornar esporádicos e inicia-se um processo preguiçoso de sair, de se relacionar; de conversar sempre sobre os mesmos assuntos populares que nos fazem voltar para casa da mesma forma que saímos: sem qualquer acréscimo. Sinto-me assim. Maturidade? Velhice? Ambos?
Sem dúvida, a Internet preencheu, de forma razoável, esse buraco. Através de critérios individuais, podemos procurar pensamentos semelhantes e dividir experiências. Ela interligou, por exemplo, os pedófilos, mas, também, aproximou ideias do bem.
Este é um espaço para quem busca autoconhecimento através de reflexões e debates de conflitos, visando a possíveis mudanças de atitudes mentais e comportamentos. Certamente, não será adequado para aqueles que procuram passar o tempo na Internet. Criei-o para agregar ideias, experiências e dúvidas de meia dúzia de pessoas corajosas interessadas em autodesenvolvimentos subjetivos, porém, fundamentais para a busca do bem estar pelo simples fato de viver. Desejo trocar com aqueles que querem ser suas próprias autoridades e que estão dispostos a se descolar dos manipuladores condutores externos. Este blog não é meu; ele é propriedade das ideias.


Parabéns pelo Blog, César. As suas postagens são de causar muita reflexão e auto análise. Boa iniciativa!
Muito obrigado pela força, Patrícia. Tenha uma ótima semana.